Domingo, 14 de Junho de 2009

Volto já...


Você já teve a chance de fazer uma faxina em sua vida?

É mais ou menos a sensação que eu estou tendo agora.

Muitos de vocês não fazem idéia dos motivos... mas eles se tornam irrelevantes quando você percebe que, de uma forma ou de outra, reclamar não adianta.

Devemos agir. Ou mostrar o quanto somos capazes de apanhar e seguir em frente...

Iniciei a compra do meu primeiro imóvel;

Fiz uma pesquisa e descobri que 80% das pessoas com quem mais me relaciono possuem celular de uma operadora diferente da minha (o que exige uma mudança, por óbvio);

Ficarei sem internet em casa por alguns meses (economia...);

Fiz alguns cortes no orçamento, reorganizei meus horários de estudo e doei alguns livros velhos (jurídicos) à biblioteca municipal ;

Entre agosto e setembro estarei ocupado num curso de culinária;

E essas são apenas as adequações visíveis.

É como um amigo recentemente me lembrou, parece que as situações mais difíceis mostram o meu melhor...

... e o meu melhor são os amigos (como ele) que conquistei ao longo dos anos.

Obrigado pelo apoio (do mais silencioso ao mais indignado... do mais paternal ao mais instigador...).

Até daqui a pouco,

Antônio

P.S. (1): O blog sera editado do trabalho, logo, numa frequencia mínima.

P.S. (2): Dra July (que somente lê os post’s graças ao feed/e-mail, acho que o vídeo que acompanha este texto não vai aparecer para vc... acredito que a internet do TJ impede a visualização... tenta visualizar de casa, clicando neste link: aqui). E diz a Dr. Felix que as palavras dele foram de grande ajuda...

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Só mais um pouco calado...



Não estranhem meu silêncio.


Ele não aconteceu de forma proposital, mas está sendo mantido por cautela.


Assim que a raiva, o sentimento de traição e o abandono passarem eu volto a escrever.


E talvez nem despeje neste espaço os motivos do meu atual desconsolo.


Porque é muito difícil admitir que algumas das pessoas mais amadas são capazes de cometer insanidades em prejuízo daquele que as ama.


Por isso mesmo é melhor calar. Digerir acontecimentos assim demanda tempo e certo grau de elevação espiritual que não possuo (se é que algum dia terei). E talvez o gosto amargo da mesquinhez e do mal sofrido nunca passe completamente.


A verdade é que a vida coloca mais um obstáculo. Certa de que eu irei ultrapassá-lo de qualquer forma. Mas precisava ser tão cruel?!


Quando seu ponto de apoio na verdade se transforma numa âncora. Deliberadamente atrasando, destruindo ou manipulando para evitar ou desacelerar sua caminhada.


No fim das contas até conseguiram. Sacrifícios serão feitos, medidas enérgicas tomadas. Novas diretrizes e problemas a solucionar.


E eu ainda estou muito puto da vida para falar sobre isso de forma mais aberta.


Portanto, o silêncio prevalecerá por algum tempo.


Antônio J. Xavier

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Palavras ditas e sentidas... (II)



De novo ela... D. Joanita (ao justificar para uma das minhas tias o porquê do jardim florido e sempre bem cuidado lá de casa):


"Papai já dizia: 'flor e mulher só fica viçosa nas mãos de um bom homem.'."


Com o perdão da concordância (ou ausência dela, já que minha avó não é muito letrada), a alegria do elogio recebido com orgulho pelo neto.


Não sei de quem eles absorveram a citação (meu bisavô; e minha avó que agora reproduziu a frase com seu jeito e palavras próprias). Mas está guardada comigo para sempre. Como uma daquelas coisas que acontecem num dia ordinário, comum... e marcam a história de nossas vidas.

Domingo, 10 de Maio de 2009

Once upon a time... (republicações parte VIII)



Feliz dia das mães... (14/05/2006) – editado

Com o passar dos anos, o caderno da vida vai sendo escrito (aos pouquinhos, de forma quase imperceptível), registrando amizades, demonstrações de carinho, declarações de amor... ao mesmo tempo, são anotadas decepções, amores perdidos, traições. Certas pessoas e fatos até conseguimos apagar, riscar, ou transformar numa nota de rodapé inconveniente. Não há como fugir, a vida nos leva a bons e maus momentos, vitórias e derrotas... nosso grande desafio é saber lidar com os dois lados dessa moeda.

Faço essa introdução por um motivo muito simples: em meu "caderninho de notas", assim como no de muitas pessoas, o prefácio é assinado por duas pessoas muito especiais. Duas mulheres... duas mães. Seres que me deram uma introdução digna, um desenvolvimento seguro e cercado de carinhos; entregaram-me finalmente a pena (depois dos ensinamentos básicos sobre como escrever/viver de forma verdadeira e com o caráter que cabe a um homem que pretende sempre mostrar seu valor), mas estão sempre dispostas a me ajudar a reescrever qualquer página mal escrita.

E que fazem assim por amor. Um amor incondicional, sem limites, verdadeiro... puro e imortal.

Um feliz dia das mães a todas a mães, avós, bisavós... inclusive àquelas cujo vínculo genético não foi obstáculo para um amor verdadeiro e uma proteção encorajadora.

Um dia (um dia nada! Uma eternidade...) repleto de felicidade e amor a todas a mães...

Em especial, D. Joanita e D. Mary...

Heroínas deste blogueiro que vos escreve...
Beijos (a todas as mamães que visitam este espaço e alimentam o meu eterno desejo de paternidade),
Antônio J. Xavier
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Seguindo no meu desejo de transplantar para este (já não tão) novo espaço os textos e momentos mais caros ao meu coração do "Távola Redonda" - meu antigo blog - trago desta vez um texto atualizado (editado), que foi publicado no meu primeiro dia das mães como blogueiro...

Sábado, 2 de Maio de 2009

Flores... (06 meses depois)














(clicando nas imagens vc melhora a resolução...)
Tudo começou com um pequeno mimo... (para aqueles que não se recordam: clique aqui).

Continuo cuidando do canteiro. Minha avó (D. Joanita) continua apaixonada pelo presente. E a coisa se espalha de um jeito que nem eu imaginei.

Já tenho plantas (ou cuido das que nem são minhas) no trabalho. Já dei mudas de presente. Sempre que passo por um jardim bem cuidado, diminuo o passo e observo. Aprendo um pouquinho com quem tem mais conhecimento de causa.

Sempre soube que dar flores era um gesto agradável. Mais legal ainda é poder dizer "fui eu que cultivei". E vocês não sabem o quanto é engraçado observar a reação das mulheres na rua, quando eu sigo levando nas mãos um rosa. Algumas lançam um olhar curioso... outras um certo olhar de inveja. A maioria, penso eu pela forma como me encaram com um sorriso, pensam que ainda há esperanças de romantismo neste mundo.

Adotei o hobby. E isso se transformou em algo importante para mim. Um refúgio.

É interessante notar a reação das pessoas quando entram aqui em casa. Melhor ainda quando elogiam minha avó (pelas plantas, pelas flores, etc) e ela, toda orgulhosa, retruca:
"Quem cuida é meu neto... eu só converso com elas."

E ela fala mesmo. Uma conversa sempre regada a elogios e incentivos para que elas cresçam.

Ai de quem fizer qualquer coisa para machucar qualquer uma das plantas.

Sou eu que cuido, mas o presente é dela mesmo (e ela está sempre de olho... fiscalizando, admirando, namorando as flores...).

E eu ainda aposto que as plantas cresceriam de qualquer jeito. Com ou sem meu trabalho. Alimentadas apenas pela voz e pelas palavras de incentivo de D. Joanita...

Funcionou comigo, com meus primos, com nossos pais/mães/tios/tias... com as plantas não seria diferente... as palavras dela curam, incentivam, fortalecem.

Basta comparar com as fotos de 06 meses atrás...
Beijos e abraços,
Antônio J. Xavier

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Susan Boyle



Como quase todo mundo que teve a chance de ver a apresentação da Susan Boyle no BGT (versão britânica do American Idol), eu também fiquei emocionado com o impacto daquela voz.


É verdade. Este impacto acaba falando muito mais sobre a nossa perspectiva negativa diante do mundo. Em geral não esperamos coisas boas daquilo que consideramos feio, inadequado ou pouco atraente. O que é uma falha nossa, pois todo ser humano tem em si algum talento, dom ou característica que o torna capaz de vencer na vida e ser feliz.


Mas daí a perguntar "Susan Boyle é feia? Ou somos nós?" (muito me surpreende os ingleses perderem tempo com questionamentos como este)


Fala sério.


Ela é feia sim! (estou sendo leve... ela é feia pra c...!!!!!)


Uma mulher feia (muito) com uma voz, aparentemente, maravilhosa (ainda tenho dúvidas quanto a todo este oba-oba que estão fazendo ao redor dela... ela só cantou uma música meu povo! Não sei - ainda - o tamanho do potencial dela...).


Pronto. Acho que podemos encerrar esse tópico (Bem que podiam me oferecer uma vaga no "The Guardian", eu evitaria que uma pergunta imbecil como essa fosse publicada... Mas, talvez valha a pena ler este texto aqui, do New York Times... numa análise muito mais científica do tema, faz questão de lembrar que a própria Susan - logo após o início do frisson que causou - começou a reformar seu guarda-roupa, usar maquiagem e mudar o cabelo... numa prova de que nem ela está satisfeita com aquilo que vê no espelho).


Beijos e abraços,


Antônio J. Xavier


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P. S.: E quanto ao "nós" da pergunta acima? Bem... eu não posso falar pela humanidade. Mas também não me considero um cara bonito. Sou apresentável, tenho meu charme (que não compartilho com todos/todas), etc. Sei me comportar quando estou acompanhado por uma dama, tento sempre manter as conversas em um nível interessante e sou pouquíssimo tímido.


Deus dá a cada um a receita própria para o sucesso (mais de uma, as vezes). As pessoas mais belas também possuem defeitos e, provavelmente, também desejam atributos que não possuem (inteligência, carisma, talento para as artes, capacidade de se expressar com eloquência, saúde perfeita, perseverança, perspicácia, etc etc etc).


Sejamos espritualmente elevados, mas não sejamos estúpidos, ok? Nem todo mundo é bonito, nem todo mundo é inteligente (outra lenda que insistem em perpetuar), nem todo mundo é capaz de tudo... não por acaso, vivemos em sociedade e precisamos dessa complementariedade.


Chato é saber que ainda precisamos explicar isso...

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Diego Souza... a camisa não é por acaso.

(Charge do Bruno Venâncio - O Chiqueiro - reprodução autorizada)

Alguém me sugeriu escrever sobre o Diego Souza. Farei isso de forma extremante pragmática (até onde minha paixão de torcedor permitir). Com base em premissas.

Para começo de conversa vamos deixar uma coisa bem clara: nada justifica um profissional (neste caso, de futebol) agredir outro colega de profissão. Essa será sempre a primeira premissa a nortear qualquer opinião minha sobre os acontecimentos recentes em campos de futebol pelo país afora.

Mas como quem visita este espaço regularmente bem sabe, eu não sou um amante do esporte. Sou um torcedor. E como torcedor, só me interesso pelas coisas relacionadas ao meu time do coração. Logo, também sou obrigado a ver as coisas pela ótica do torcedor palmeirense.

Essa é a minha segunda premissa.

A terceira premissa é a mais enfadonha de todas, apesar de verdadeira e um tanto repetitiva. O futebol brasileiro hoje carece de ídolos.

... eu disse ÍDOLOS. Não quis dizer celebridades (exemplos de celebridades: Fred, Keirrisson, Washington, Adriano, etc...), quis dizer ídolos (Marcos, Fernandão, Fábio Luciano, Juninho Pernambucano, Ronaldo – neste caso não especificamente do Corinthians, pois ali sua história apenas se inicia, mas do país com a seleção brasileira – etc.).

Partindo destas três premissas, alcanço minha opinião a respeito do Diego Souza e sua confusão com o zagueiro Domingos (Santos). Mas como sei que minha opinião será, sempre, só minha (mesmo que alguns resolvam adotá-la, eu não posso forçar ninguém a concordar comigo posso?!), vou antes tentar desvendar a forma como isso irá repercutir no mundo do futebol.

Diego Souza será punido. E merece (já adianto parte de minha opinião). Levará uma pena mais alta do que a merecida, mas menor do que a imprensa apocalíptica tem previsto.

O zagueiro Domingos também será punido. Mas levará uma punição muito menor que a merecida, nos tribunais. Sua maior punição virá pelo desenrolar de sua carreira. Seu nome está manchado para o resto da vida.

É do tipo de caráter frágil que aceitaria suborno, por exemplo, para entregar um jogo. É do tipo de hOMEM (o "h" é minúsculo mesmo) que um torcedor apaixonado não quer ver vestindo a camisa do seu time do coração. O próprio apaixonado pelo Santos (que por sinal, venceu merecidamente o Palmeiras, pois jogou muito mais) olha enviesado para um rapaz assim. Eu é que não queria alguém com valores tão voláteis defendendo as cores do meu time.

Você contrataria um jogador com estas credenciais? Pois é... como você, muitos também pensarão assim no futuro.

E então... como eu fico nessa conversa toda?

Eu apoio o Diego (guardadas as devidas proporções, como um pai que apoia a recuperação de um filho que cometeu um erro...). Não no ato de violência, mas na atitude. Imaginem que dois exércitos estão enfileirados para a batalha. Um destes exércitos treme (medo, cansaço, tipo da grama, chuva... hoje em dia é fácil arrumar desculpas para qualquer coisa no futebol ou na guerra). A partir daí um guerreiro de patente mais elevada percebe a postura do seu grupamento e chama os homens à luta. Muitas vezes até se sacrificando na batalha.

Sacrifício, coragem, determinação... esse tem sido o Diego Souza em campo.

Pena que ele usou o artifício da violência. E deve ser punido por isso.

Mas se eu estivesse em campo, faria como fizeram milhares de palmeirenses no Palestra Itália, assim como outros milhões em todo o país.

Aplaudiria de pé.

Porque o aplauso não foi uma forma de apoiar a violência. Foi nossa maneira de mostrar ao Diego que nós também sentíamos aquele desespero. A angústia de ver em campo um time abatido e sem vontade de lutar. O desabafo de quem não tem sangue de barata. De um ser humano que, injustamente punido (até a expulsão, Diego não tinha agredido o Domingos, e foi expulso antes de qualquer ato de violência), se vê diante de companheiros abatidos e inimigos pouco ou nada valorosos.

Lembram da primeira premissa? Ela é que justifica a punição ao Diego, embora ela também determine uma punição rigorosa ao zagueiro e ao técnico do Santos (sobre quem eu nem vou falar, porque de técnico mau-caráter basta o nosso...).

Lembram da segunda premissa? É ela que me faz entender os aplausos ao Diego Souza. E me faz querer aplaudir junto.

E a terceira premissa? Bem, esta serve de alento. Porque num futebol mercenário como o que temos nos tempos de hoje, disposição de vencer, garra e ambição (em prol do time) são qualidades inquestionáveis. Como quem não quer nada (mentira, ele quer e muito!), Diego Souza candidata-se a ídolo do Palmeiras.

É a mística da camisa sete do Verdão. Libera o selvagem que há dentro de nós. Para o bem ou para o mal...

Au au au...
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P.S. (repetido do post anterior): Sandra, minha querida amiga palestrina... gostaria muito de responder aos seus comentários, mas seu perfil no blogger está bloqueado e vc não tem deixado e-mail para contato... Ainda assim fico imensamente grato com o carinho viu?! Saudações alviverdes a você... bjinhos!
Editado em 27/04/2009: êêêêê... finalmente a Sandra apareceu!

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Cupid



Cupid

Não assisto mais televisão.


Ok. Estou exagerando. Mas é quase isso.


Não assisto mais o SBT, ou a Record (salvo o jornal do Boris – se estiver no ar quando eu for dormir). Na Band, só o futebol (quando não há outra opção!) e o CQC (quando lembro...) e na Globo umas poucas coisinhas durante a semana.


Eu diria que, na média, não vejo uma hora de Tv por dia.


Alguns anos atrás isso seria impensável. Com uma carga menor de responsabilidades, tinha muito mais tempo para tudo. Tv, cinema, livros, escrever, etc.


Mas em compensação acompanho algumas séries americanas muito boas... todas por download.


Alguns dias atrás, vi um teaser de uma nova série que iria estrear na ABC.


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Cupid


Isso mesmo, cupido.


O mote da história é um pouco repetitivo. Lembra o Don Juan interpretado por Johnny Deep no cinema, bem como uma outra série cancelada anos atrás e que também se chamava “Cupid”. Loucura, literatura (neste caso, mitologia) e bons atores.


Só que desta vez funciona...


Ao invés de uma Psiqué (amor maior do deus na mitologia), teremos uma psiquiatra (bem sacado, não?!) que irá acompanhar os passos deste “deus menor” (filho de Afrodite e Ares, lembram?!) castigado a reunir 100 casais sem a ajuda de seus poderes, inclusive o arco e a flecha, para poder retornar ao Olimpo.


O cenário de fundo é NY. E cada episódio, ao que parece, é um prato cheio para os românticos de plantão (em especial, a trilha sonora e os gestos românticos sugestivos...).


Só para ficar no primeiro episódio, alguns “momentos”:


1 – vale a pena fazer loucuras por algo/alguém que nem sequer se conhece?

2 – pode o amor começar através de um sentimento menor? Pena? Inveja?

3 – ser corajoso no amor, significa deixar a razão de lado?

4 – você realmente está disposto a dar uma chance ao amor?

5 – muitas vezes o amor que procuramos, não é aquele que fará nossa felicidade.

6 – não é preciso ser um deus para ver que no amor há magia...

7 – “The world felt the tremor, anda the darkness was pierced” (numa tradução livre deste que vos fala: “O mundo sentiu os tremores (do amor) e a escuridão foi trespassada”).

8 – num jogo com as palavras acima grifadas, o anjo adota o nome de Trevor Pierce;

9 – adoro seriados com mensagens escondidas, referências veladas, insinuações... (não vou contar todas, mas ainda no hospital, numa das primeiras cenas, um dos médicos chamados no sistema de som se chama “Marte”).

10 – os atores principais (Bobby Cannavale e Sarah Paulson) são daqueles atores brilhantes cujas carreiras foram construídas na Tv americana, sem grandes chances no cinema. Estão perfeitos.
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Dois episódios apenas.

Indico.

Principalmente para aqueles que não se cansam de acreditar.

Assim como eu.

Beijos e abraços,


Antônio J. Xavier

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P.S.: Algumas das idéias que hoje temos sobre o amor podem até ser uma invenção do século XIX. Mas o sentimento, eu aposto, é anterior ao big bang...
Em breve coloco aqui os links para download... se vcs assim desejarem.
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Editado em 14.04.2009, 23:00hs.
P. S. (2): Seguem os links para downloads dos dois primeiros episódios de Cupid:
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P.S. (3): Sandra, minha querida amiga palestrina... gostaria muito de responder aos seus comentários, mas seu perfil no blogger está bloqueado e vc não tem deixado e-mail para contato...
Ainda assim fico imensamente grato com o carinho viu?!
Saudações alviverdes a você... bjinhos!

Domingo, 12 de Abril de 2009

Livros - Harry Potter (eBook)





Um presentinho.






Propositadamente, um livro com "cores" infantis (mas sei que tem muito adulto por aí que adora!). Não li os livros (ainda), embora pretenda em breve discutir com meu primo/"treino de filho" (praticamente um sparring...) Cezinha sobre eles.






E foi pensando no "Antônio 2.0" (quem conhece o garoto sabe porque digo isso...) que resolvi separar aqui a opção de leitura.






Críticas e/ou elogios à parte, sempre gostei da idéia de um mega-sucesso como os livros da série Harry Potter. Falem o que quiserem, mas eu sempre ficava com um sorriso no rosto quando via aquela galerinha devorando livros e mais livros sobre o tema (cara... como eu sou bobo quando se trata de criança...). Todos os méritos à J. K. Rowling.






O hábito da leitura tem que começar como paixão, não como tortura. Milhões de pequenos leitores nasceram com o bruxinho... se isso não é magia, eu não sei mais o que é! Sem falar que no caso do meu primo, também serviu como porta de entrada para o hábito (saudável) de acompanhar as produções cinematográficas.

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Aproveitem...
















Aos leitores regulares do blog que queiram se aventurar... ou mesmo àqueles que queiram aproveitar a dica e estimular o nascimento de uma nova geração de leitores.


Beijos, abraços e uma páscoa muito feliz!


Antônio J. Xavier

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Um de nós...







Muita gente fez pouco da minha empolgação com a eleição do Belluzzo.




Preciso dizer mais alguma coisa?!




Disse antes, repito agora:




Eu sou o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras


Eu e mais 14 milhões de apaixonados.




Não tenho dúvidas acerca da vontade e determinação deste homem.




Futebol se vence no campo, eu sei. Mas toda grande instituição deve ser gerida por homens comprometidos, de bom caráter, e competentes.




E apesar de todas as dificuldades, eu me sinto orgulhoso de saber que a responsabilidade hoje recai sobre os ombros de um apaixonado como eu.




(Não tecerei comentários sobre a batalha de quarta-feira passada. Foi só um jogo. Ainda falta muito para que qualquer objetivo seja alcançado... minha alegria hoje é toda voltada ao Belluzzo. Ele é um de nós... e por incrível que pareça... isso é tudo que a torcida tem pedido desde que eu me entendo por palmeirense).




Pode chorar Belluzzo, você pode sim! Você é nosso porta-voz...




"Não precisa beijar escudo, mas tem de jogar com dignidade! Mostrem respeito, antes de tudo, por vocês mesmos..." (Luiz Gonzaga Belluzzo - falando aos jogadores, minutos antes do jogo Sport X Palmeiras, 08/04/2009).




Obrigado professor... muito obrigado.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Mais que livros...




Estive meditando... se o Antônio-blogueiro (este que vos fala agora) trabalhasse para o Antônio-profissional (aquele que eu deixo numa gaveta, todos os dias quando saio do trabalho), provavelmente estaria demitido.



Além dos sérios questionamentos quanto à qualidade do trabalho – só para que vocês tenham uma idéia, mesmo escrevendo em um blog e trabalhando com a palavra escrita todos os dias, ainda não tive a coragem de dedicar alguns minutos ao aprendizado das mudanças referentes à reforma ortográfica (pessoalmente considero ridícula, mas fazer o quê?!) -, tenho absoluta convicção de que o Antônio-profissional ficaria p...da vida com a inconstância do blogueiro.



“Este blog nem sequer tem pauta!” – acaba de gritar o Antônio-profissional lá do fundo da gaveta trancada a chave.



O Antônio-blogueiro nem liga. Apesar de ter um texto pronto, resolve escrever outro. Boas idéias não surgem do nada, mas às vezes aparecem sob a forma de comentários.



Tathiana: “Prof. Xavier, pode me mandar uma lista dos melhores livros não jurídicos que você já leu? Obrigadinha. Bjs”.



Pouco importa qual Antônio esteja a teclar de forma preguiçosa agora (acabei de almoçar, fico parecendo um urso que sente a chegada do inverno...), a resposta é não. Eu não conseguiria “fechar” uma lista desta nem em um milhão de anos.



Não porque tenha lido muito ou pouco, ou porque não deseje indicar os livros, mas por conta da absoluta impossibilidade de lembrar, desde os mais remotos dias da minha infância, todos os livros que li... quais me tocaram de uma forma mais intensa, quais os que moldaram meu gosto literário, minha personalidade (acredito ter descoberto recentemente a expressão que me define “sou um romântico-cínico”...) e minhas escolhas de vida.



Posso fazer o trabalho pela metade (o Antônio-profissional acaba de exigir que o blogueiro receba seu aviso prévio e seja dispensado sem indenizações! – “trabalho pela metade!”). Vou listar de memória alguns livros (não só romances) e em alguns deixar comentários sobre a importância de cada um.



Noutros, a indicação de um livro na verdade sugere a leitura da obra de um autor. Resgato a melhor obra de cada (na opinião do blogueiro) e indico o autor (obviamente, já tendo lido outros livros do citado).



Vamos lá:



1 – “Éramos Seis” – Maria José Dupré. Acho que é o livro mais importante da minha vida. E sei que a menção a ele pode surpreender muitas pessoas. A maioria vai se lembrar da novela do SBT. Mas eu tenho memórias mais pessoais...
Encontrei o livro em seu pior momento. Jogado ao chão, literalmente sendo varrido por minha avó. Estava jogado na dispensa daqui de casa. Todo sujo, coberto de poeira e com a capa soltando. Tinha pertencido a uma das minhas tias na época de colégio dela (o livro era da “coleção vaga-lume” – como eu adorava aqueles livros!) e estava percorrendo seus últimos metros antes da lixeira.
Eu o salvei. E ele me deu valores e sentimentos que me transformaram no que sou hoje (tinha, acho eu, sete/ oito anos na época).
O livro é simples, mas verdadeiro. Era a narrativa de uma vida, sem pirotecnias, sem grandes efeitos...
Uma vida apenas.
Tudo fica vida, só vida, em seu extraordinário romance” – Monteiro Lobato prefaciando a obra. Diz tudo.
Ainda hoje me arrependo de ter doado aquele livro a uma biblioteca. Tenho outro volume aqui comigo, guardado, mas queria ter conservado aquele exemplar sujo e deteriorado. Uma parte de mim solta pelo mundo. Quem sabe fazendo por outras pessoas o bem que fez a mim;



2- “As comédias da vida privada” – Luis Fernando Veríssimo. (Caso alguém deseje adquirir, sugiro buscar a coletânea “Todas as comédias” que reúne as três obras: “As comédias da vida privada”, “As comédias da vida pública” e “As novas comédias da vida privada”);



3 – “O livro de ouro da Mitologia” – Thomas Bulfinch. Depois dele foram outros nove livros sobre mitologia (Greco-romana, nórdica, medieval, culturas da Asia, etc...) e uma paixão. Gostaria de ter mais tempo para ler sobre mitologia. Egito e África negra são dois temas nos quais permaneço um ignorante.
Parênteses: para quem acha que é bobagem estudar mitologia, sou capaz de garantir que isso gera reflexos positivos em diversas esferas de nossa vida...inclusive as mais íntimas;



4 – “Para viver um grande amor” – Vinicius de Moraes. (indico a obra inteira – mestre!);



5 – “O poeta da paixão. Vinicius de Moraes. Uma biografia” – José Castelo. Não sou grande fã de biografias, mas marcou muito. Não é do mestre, mas é sobre o mestre;



6 – “O príncipe” – Maquiavel;



7 – “O Poderoso Chefão” – Mario Puzo. Li antes de ver o filme. Assim como fiz com “O silêncio dos inocentes”. Em ambos os casos a escolha foi acertada. Mas a obra de Puzo se destaca porque, em alguns aspectos da vida, mesmo que não seja fácil admitir, deve-se agir como Michael Corleone;



8 – “César Imperador” – Max Gallo e “Napoleão” – Alexandre Dumas. Livros ganhos num mesmo aniversário e presentes de pessoas que trabalham (ou trabalharam) comigo. Sei que não foi combinado, mas a coincidência é intrigante (em especial porque sei que são pessoas que nutrem carinho por mim). Dois romances históricos. Dois grandes homens. Duas histórias de sucesso. Dois finais melancólicos em virtude da cegueira causada pela própria glória, pelo orgulho e pela impetuosidade.
Lembra alguém?
(O Antônio-profissional está resmungando dentro da gaveta... não gosta muito quando falam dele de forma disfarçada...);



9 – “Viagem ao Centro da Terra” – Julio Verne. Toda criança deveria ler. Todo adulto deveria reler (ou ler pela primeira vez) de tempos em tempos alguma obra de Verne;



10 – “Cem anos de solidão” – Gabriel Garcia Marquéz. Realismo fantástico. E eu bem me lembro que na universidade me chamavam de “O fantástico mundo de Bobbio” (numa referência ao filósofo/jurista italiano e ao desenho animado do Bob). Indico toda a obra do G.G.M.;



11 – “Dicionário da Vida Sexual” – sem autor, editora Abril (2 volumes). Era um dos livros proibidos para mim na pequena biblioteca da casa de minha avó. Não adiantou nada a proibição de minha avó. Minha mãe descobriu minha leitura quando ainda estava nas primeiras páginas e liberou sem problemas. Não era nem adolescente ainda (chuto que deveria ter uns 11 anos). Foi onde achei minhas primeiras referências sobre mitologia. Além de me conceder certas vantagens até hoje.
Parênteses: é incrível como certas “artimanhas” e “malabarismos” podem ser explicados cientificamente. Facilita muito entender como o corpo funciona. Tirar proveito disso fica até fácil. O problema é que as pessoas pensam que estudar é sempre algo chato. P. ex, quando um homem lê o Kama Sutra ele está, nada mais nada menos, que realizando um estudo.
Parênteses 2: Nunca li o Kama Sutra (inteiro... apenas pedaços esparsos em ocasiões diversas). Para mim é um estudo de dupla e ainda não encontrei a parceira de laboratório ideal. Apesar de já saber de antemão que poderei pular alguns capítulos...;



12 – “A Invasão das Salsichas Gigantes” – Arnaldo Jabor. Precisa dizer mais?! (se foi do Jabor, leia! Mesmo que seja para poder criticar com fundamento...);



13 – “Minhas vidas passadas a limpo” – Mario Prata. Leitura leve e engraçada. Os livros do Mário são sempre assim. Indico a obra completa;



14 – “Rei Lear” – Shakespeare. Eu indicaria a obra completa... mas não vou. Basta ler a melhor dele (opinião pessoal...). Nem todo mundo consegue ler o mestre inglês. Depois você decide se lê outros títulos (obras maravilhosas);



15 – “Pérolas Esparsas” – autor desconhecido. Eu quase incluo aqui as fábulas de La Fontaine. Mas antes delas houve outro livro repleto de pequenas lições de moral. Ainda conservo na minha biblioteca pessoal apesar de saber do cunho religioso que o cerca. Ao menos tem a vantagem de não doutrinar, mas sim, inspirar. É um livro sobre o qual pretendo escrever um post algum dia...
(O Antônio-profissional agora está gargalhando “olha aí a falta de comprometimento! ‘algum dia’ ele escreve sobre isso...”);



16 – “Pequenas Memórias” – José Saramago. Indico a obra inteirinha. Inclusive o mais recente “A viagem do Elefante”. Só ressalto que o livro indicado deveria ser lido antes de todos os outros. Ajuda a entender a mente do mestre lusitano. E nos deixa mais próximos do gênio;



17 – “Crime e Castigo” – Dostoievski. Quer entender sobre culpa? Leia. Não é literatura fácil de acompanhar, mas é arte pura;



18 – “On the Road” – Jack Kerouac. Quantos livros você conhece que podem se gabar de terem “criado” uma geração?! Kerouac libertou muitas almas para um mundo de liberdade e aceitação das diferenças. Deixou de ser livro para ser ícone;



19 – “Na colônia penal” – Franz Kafka. Tudo o que eu disse sobre a literatura de Dostoievski se aplica a Kafka. Arte pura.
Parênteses: 99% das pessoas que afirmam ter lido Kafka dizem ter lido “A Metamorfose”. Na minha percepção pessoal temos algo, mais ou menos, assim:
25% realmente leram e entenderam;
25% tentaram ler, ou mesmo leram, e não entenderam bulhufas;
50% só sabem o título do livro mais famoso dele.



20 – Diversos outros... Só para dizer que não falei das flores... algumas indicações rápidas: “Ilíada/Odisséia” de Homero; “A Divina Comédia” de Dante Alighieri; “Cem sonetos de amor” de Pablo Neruda; “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde; As histórias de Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle; tudo do Machado de Assis; dentre os livros da moda... os dois do Carlos Ruiz Zafón publicados no Brasil (“A sombra do Vento” e “O jogo do anjo”) e “Água para Elefantes” da Sara Gruen.



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Ufa... eu podia alongar mais, mas começaria a colocar em dúvida algumas indicações então... vamos parar por aqui.



Satisfeita Tathi?



Beijos e abraços,



Antônio J. Xavier.



P.S.: O Antônio-estudante tirou folga hoje, mas pede compreensão aos amigos do blog. Afinal de contas, é ele que tem tomado todo o tempo livre dos outros Antônio’s. Acaba de passar um pito no Antônio–profissional, porque segundo ele (estudante), sem o carinho que emana deste espaço seria muito mais difícil seguir em frente...



P.S.(2): O Antônio-blogueiro agora sorri ironicamente...


Terça-feira, 24 de Março de 2009

"Desce mais um chefia..."



Coloca mais um ano na conta... "vinte e poucos anos", agora são "vinte e tantos anos"...


Vinte e seis para ser mais exato.


E todo ano é a mesma coisa.



Eu não ligo. Não faço planos, não espero grandes gestos... nada. Não sei bem o porquê, mesmo sendo uma das pessoas que mais levam a sério o fato de lembrar do aniversário dos outros, eu não dou muita bola para o meu.


E todo ano eu me surpreendo com a quantidade de gestos de carinho e atenção.


Alguns destes gestos, verdadeiramente, inesquecíveis.


E eu sempre termino o dia pensando... como isso sequer pode ser possível? (mesmo estando longe de ser provável).


Como alguém que escolhe tantos caminhos diferentes; que não se importa (nem um pouco) em fazer inimigos; que escolhe (e, logicamente, rejeita) amizades; que vive a vida como se cada dia fosse o estopim de uma nova guerra; e que não esconde os imensos defeitos que possui pode ainda estar cercado de tanto carinho?


Alguma coisa certa eu devo estar fazendo... embora eu não faça idéia do que seja.


Obrigado a todos pelo carinho.